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Thursday, August 03, 2006

LÍBANO - CÃES RAIVOSOS ASSOLAM O LÍBANO













"Creio que é importante não cairmos aqui na armadilha da equivalência moral. O que o Hezbola fez foi sequestrar soldados israelenses e disparar mísseis e projécteis de morteiros sobre civis israelenses. O que Israel fez foi responder actuando em defesa própria", (embaixador estadunidense perante as Nações Unidas, John Bolton)


O Kristalnacht, o assalto nazi de 1939 às casas de judeus em 'represália' pelo assassínio de um funcionário da embaixada alemã por um judeu, foi uma festa de jardim em comparação com a actual destruição do Líbano pelo exército israelense. A 'represália' nazi levou ao assassínio de vários judeus e danos no valor de milhões de dólares. A quota de assassínio e a destruição de Israel inclui actualmente mais de 400 civis libaneses mortos, milhares de feridos, 750 mil (alguns afirmam que 900 mil) refugiados, a destruição de centenas de edifícios de apartamentos, de milhares de casas, escolas, fábricas, aquedutos, estações de tratamento de água e de potabilização, igrejas e mesquitas, estações de rádio e televisão, todas as principais pontes e estradas do país, os aeroportos e portos — de facto, qualquer coisa e qualquer pessoa que estivesse em pé, que se escondesse ou fugisse para salvar-se. O deliberado 'bloqueio total' de Israel, além do seu bombardeamento maciço, provocou uma catástrofe humanitária para dois milhões e meio de libaneses, incluindo os 750 mil refugiados. Segundo o Financial Times "a situação humanitária foi agravada pelo bloqueio israelense por terra e por mar, e os ataques a pontes e estradas que dificultam a distribuição de ajuda, tanto aos refugiados como àqueles que ficaram para trás", ( Financial Times 25/Julho/2006, p.3). Os refugiados falam de bombardeamentos israelenses diários, falta de água e comida, apagões e cortes nas linhas telefónicas. Ainda mais sinistro, muitos refugiados afirmam "que primeiro Israel lhes disse que se fossem só para serem atacados por um bombardeamento israelense quando já estavam na estrada a fim de se salvarem" ( Financial Times, ibid.)

por James Petras

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